Review | UX Design

06 February 2015

Review do livro Introdução e boas práticas em UX Design, do Fabricio Teixeira.

O Fabricio Teixeira é, entre outras coisas, curador do Blog de AI e uma das referências em UX no Brasil, quiça, no mundo =]. Ele trabalhou na AgênciaClick/Isobar mais ou menos na mesma época que trabalhei por lá também. Hoje ele trabalha na R/GA de NY, e essa semana estava por aqui, no escritório de SP. Conversando com ele, resolvi ler o livro que ele escreveu, e escrever meia dúzia de palavras sobre o assunto por aqui.



O que é UX e porque estudar isso?

Antes do termo UX surgir no mercado, as pessoas utilizavam mais o termo Arquitetura de Informação, no mundo digital, para designar os profissionais que trabalhavam pensando nas estruturas de telas, fluxos e outras coisas relativas a criação de sites e/ou produtos digitais. Eu sempre gostei bastante do assunto, tanto que lá pra 2010 trabalhei na criação do Curso Design de interação, Experiência do Usuário e Usabilidade, além do curso de frontend que não existia ainda.



Vários termos existem nessa área, coisa que o livro do Fabricio explica muito bem logo de ínicio. Ele consegue (como todo bom UX Designer) organizar um fluxo de pensamento com estrema clareza. No início do livro, ele descreve a situação de sermos "usuários" de uma porção de coisas, digitais ou não, durante o dia, e levando a conclusão que alguma pessoa projetou a experiência de como seria utilizar aquele produto.

Além disso, ele também fala sobre a questão das experiências projetadas poderem ser tanto funcionais, como fazer uma consulta num site, quanto emocionais. Esse tópico é muito bem abordado no livro. Acho incrível como as vezes existe uma separação entre programadores e designers nos projetos, e suas formas de pensar serem completamente opostas, o que é uma pena na maioria dos casos. O livro fala bastante sobre a função do UX Designer se um meio de campo entre essas duas disciplinas, citando um link muito bom sobre o UX camaleão. Em resumo, os primeiros capítulos são excelentes para qualquer pessoa que trabalhe com produtos digitais, desde a explicação das palavras utilizadas em UX, como sobre a filosofia do papel do UX Desiger nos projetos.



Entregáveis, detalhes, microtextos...

Todos os profssionais que contribuem de alguma forma para a construção de uma interface que será usada por pessoas são, por tabela, designers da experiência do usuário (ou UX designers).

O livro continua com uma exploração de diversos elementos do mundo de UX, falando sobre os entregáveis, principalemnte sobre: wireframes, protótipos, sketches, bibliotecas de padrões, testes de usabilidade e testes A/B.. Nesses próximos capítulos ele descreve a importância de várias partes do processo e da conexão com diversas disciplinas, como copywriters, no capítulo sobre microtextos, um dos capítulos que mais gostei.

O UX designer não é um profeta que sabe como as pessoas pensam; ele é um pesquisador que investiga o que levou uma de- terminada pessoa a agir de determinada forma e ento propõe melhorias de design baseadas nesses insights.

A conclusão aqui é que o UX designer é o profssional que entra na equação para assumir o papel de advogar pelos interesses do usuário. Afinal, o visual designer vai sempre querer fazer algo que torne as coisas mais bonitas, o redator vai querer escrever uma série de textos e o programador vai querer utilizar os recursos mais modernos do framework. Mas, pra que aquilo está sendo feito? E pra quem?

Pra fechar...

O livro é excelente. Acredito que qualquer pessoa que trabalha na criação de um produto digital deveria tirar algumas horinhas para refletir sobre tudo que está escrito ali. Seja você um programador, um visual designer, um copywriter, não importa. Todas essas disciplinas são muito relacionadas quando se trata da criação de produtos digitais, e o livro é excelente pra mostrar isso.

Queria também aproveitar pra citar alguns outros UX Designer que trabalho no dia a dia e que aprendo muito com o trabalho deles: Thiago Franco, Jaqueline Mattioli e Marcus Perez.

E separei aqui duas frases que gostei muito e que relatam de alguma forma coisasa que vivencio no dia a dia e que acho que valem uma reflexão. Depois, de ler, clica nesse link aqui e compra o livro. =]

Independente de você trabalhar em agências de publicidade, estudos, consultorias ou startups, são cada vez mais comuns os briefngs que tratam de ajudar determinada marca a criar um produto digital, e não apenas de encontrar formas criativas de comunicá-lo para o público-alvo. Acontece que o processo de criação de produtos digitais acaba sendo um pouco caótico. Dentro de uma empresa, são diversos os departamentos, áreas e negócios que tem opiniões diferentes sobre o que o produto deve ser, para quem ele deve ser desenhado e, principalmente, quais funcionalidades ele deve conter.

Você já deve ter passado por isso no seu trabalho. Durante as últimas semanas do projeto, o time vira noites e noites para deixar tudo redondinho para o lançamento. Depois de alguns conflitos e possíveis atrasos, finalmente o site é lançado, o time comemora e depois nunca mais toca no assunto. Projeto entregue, site no ar, e tanto faz se as pessoas estão tendo uma boa experiência ou não ao interagirem com o produto final.
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